quarta-feira, dezembro 31, 2008
sábado, dezembro 20, 2008
a palavra adeus [ou: do meu abandono]
é como um de abandono, algo que se faça pouco ver quando a imagem já não é tão nítida. fato é que de ontem lembrei-me um "eu" não aprisionado e senti saudade imensa; por isso, declaro estado de falência a mim mesmo, e deixo pra trás tudo o que é excesso de palavras! parto-me, então, para a aventura de se decifrar uma, apenas: adeus.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
Descobrimento
acho que, de tudo até agora, alguma coisa aprendi: há sentimentos que precisam ser descobertos...
domingo, dezembro 14, 2008
Belo Horizonte
minha ida a Belo Horizonte foi, no mínimo, confortante: há muito não tanto me divirto. Valeu-se até mesmo o rombo financeiro que deixou esta coisa de ir-se sem prever gastos...afinal, previsões não convêm quando a idéia é ser impulsivo. Lá fui-me, então, sem pretensões, ma[i]s justo e fiel ao original sentido da palavra destino. Conheci gente, bebi muito, dormi pouco, fiz sexo e amigos e voltei, hoje cedo, para o Rio. Não que se resuma a tão pouco tudo pelo o que tenha passado, mas tem-me faltado palavras para descrever qualquer que seja a coisa, nesta impressão que tenho de haver falado tudo.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
domingo, dezembro 07, 2008
H
Um poema de meio verso:
horas em que, submerso,
afundo os olhos no dicionário
a procurar sua definição.
Há pouco de sua letra nele dedicado...
há pouco significado
sem sua significação.
Tanta coisa
que a letra muda não saberia dizer.
Fecho a capa
e a contra-capa;
dou com os olhos no seu nome:
título do poema,
o lexema,
o átomo do meu sentimento.
Um poema de meio verso,
já são dois os dias:
escrevo, apago, rimo;
creio, escravo, riso...
Faço porque gosto.
Gosto porque iludo
e monto os cacos
desfeitos
feito criador:
- assim te faço,
criatura!
Seja feito à tua vontade,
ó deus que não vejo.
Explica de uma só vez
a este réu condenado
que do ser por mim criado
existe um eu aprisionado!
E diz como faço,
diz como posso
falar sua língua.
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desenterrei o baú.